Devaneios Olímpicos

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Afora a vaidade humana – a Olimpíada, espetáculo raro -, sacode não só com os atletas, mas com todos os aficionados por esporte – torcedores de plantão ou não. E, glórias e fracassos a parte, 2016 entra para a história. Até aí nada demais. Brasil é Brasil. E a Olimpíada para o bem e para o mal é por aqui. Portanto, não há como fugir ao troar dos canhões de Villegagnon. Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. À luta, às armas, portanto, ó bravos brasileiros! E, não poderia ser diferente. Quanto ao show de abertura – rescaldo à parte -, houve vaias ao presidente interino, Temer, por ocupar supostamente de forma indevida a vaga de Dilma – a titular. Contudo, se lá estivesse também não seria poupada. Nelson Rodrigues, em tempo, dera o alerta: – No Maracanã se vaia até minuto de silêncio. Atrevimento obviamente descabido, nunca dantes por aqui, em terras tupiniquins com tantos moicanos rondando ribanceiras; ou por outra, rodando bolsas. Vaias – sejamos realistas -, revelam sabedoria, e também indignação: sentimentos aparentemente irreconciliáveis, mas necessários, sobretudo nestes tempos bicudos. Das duas uma: ou desopila-se o fígado ou morre-se de tédio. Alguém terá que pagar a conta, e é bom que se apresente antes que seja tarde.

Os canais de televisão deitaram louros à abertura. Nada modesta para muitos, soberba para a maioria. Nenhuma coisa, coisa outra. Apenas o necessário. O que seria de uma Olímpiada sem uma abertura à altura das vaidades humanas. Alvissarás..! E quem diria: Gisele rouba a cena, e faz justiça aos demais deserdados. E o desfile das delegações, então. Trajes deslumbrantes de uns, trajes augustos de outros. Vestal dos sonhos… Saias voam. Raios que o partam! Insinuações à parte, os humanos continuam os mesmos. Menos mal. Mas sejamos razoáveis: louvação ao diabo é que não faltam e nunca faltarão.

Na antiguidade já se dizia: os jogos olímpicos mais servem ao mundo e ao entorno: ambulantes a vender miçangas e cocares; e nos tempos modernos: pipoca, cachorro-quente e espetinho; há os que mendigam e os que surrupiam; e há a plateia a apreciar atletas que correm atrás da glória antes restrita a uma coroa de louros; e, hoje, medalhas: o vil metal à porta de casa. E, seguem os confrontos. Tiro que não é tiro. Já não sabe se aquilo é arma ou armadura. E a esgrima. Entoiceirados estocam sabe lá o quê. Gente é que não é aquilo. E nem é espada o que empunham. Mais parece fiação da antiga light. Os Três Mosqueteiros se contorcem as voltas nas catacumbas.

Outros esportes que deveriam se apresentar sequer beiram calendas. Caso de cuspe à distância, diz Mané dos cafundós. E por que não? Aqui se cospe muito e de desgosto, brada contrariado. E saltar de marcha-ré até perder-se de vista. E chutar ao mesmo tempo com os dois pés sem cair. Bach, tchê! Essa não. E jogo de bolita de gude, então. E bocha no gramado. Está, sim, tentação de infância. Corrida de graxaim, e de marrecos. E por que não, desfile de salto alto.

Olimpíadas do diabo, eis que nos põe a ver navios. E que deslavados navios. Enquanto isso o Rio de Janeiro contínua lindo… Versos de Gilberto Gil. Eterno Rio de Janeiro: tropical nos morros, favelas e esparsos tiroteios dia e noite, noite e dia. Lagoa Rodrigo de Freitas. Menos mal. Assim quem sabe se ganha uma medalha, mesmo que azulada pela ferrugem da lagoa. E haja ferrugem! E, sobretudo, coragem. Muita coragem nesta hora, amigos, pois tempo ruim não espera por ninguém. E por fim – cá entre nós -, quem tem Gisele a desfilar, precisa acaso de abertura.

Onévio Zabot – Joinville, 6 de agosto, 2016

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Associação das Letras – Movimento de Sucesso

Nossa Associação das Letras completou 04 anos de existência no dia 14 de Maio de 2016.

É representada hoje por cerca de 70 escritores associados de Joinville e outras regiões do Brasil.

A conjugação de ideias criativas e o desejo de compartilhar boas ações à causa literária são combustíveis para nossa vitalidade.

Embasada por eficaz planejamento estratégico, segue firme e focada na trilha de seus objetivos sob a coordenação e liderança da diretoria voluntária.

Os inúmeros projetos desenvolvidos pelos escritores associados, tais como: Publicação de Antologias Compartilhadas; Giro Literário, Formação Continuada e outros eventos literários, são motivos fortes para continuarmos nossa cruzada cultural do bem.

Nossa mobilidade e ação traduz a visão de conjunto. Temos no quadro associativo, escritores renomados com dezenas de obras publicadas. Eles são inspiração e esteio aos jovens escritores que estão chegando.

Em apenas 04 anos, nosso movimento já é percebido pela comunidade. Em especial nas entidades culturais e comunidade escolar.

A demanda crescente dos eventos que pedem a presença da associação passa a exigir prazerosas adequações de agenda. Nossos associados estão sendo requisitados com frequência para atender a estas entidades, onde falam de literatura e de suas criações literárias.

Outro fato importante a ser destacado é a nítida evolução na qualidade dos textos produzidos pelos escritores associados.

Assim, continuamos firmes no propósito de incentivo à leitura, divulgação dos escritores e desenvolvimento da literatura.

 

Silvio Vieira – Vice -presidente